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Ele é jovem, vinte e poucos anos. Gosta de curtir a vida. Gosta de motos. Resolveu sair à noite com a sua moto. Bebeu um pouco, pois não queria ficar bêbado, mas quanto é um pouco e quanto é o suficiente para fciar bêbado ou não?
Estava quente. Resolveu não usar o capacete para sentir o vento gostoso no rosto de quem está pilotando uma moto. Mais adiante, um posto da Polícia Rodoviária. "Pelo adiantado da hora, devem estar dormindo", foi o que pensou. "Mas é melhor não vacilar, vou acelerar e passar a toda pelo posto, assim não vai dar nem para ver se estou de capacete ou não".
Foi o que fez. Acelerou. No posto, um quebra-molas. Na cabeça, nada de capacete, só álcool...
Hoje já é o terceiro dia que está em coma na UTI de um hospital, com traumatismo craniano, além de outras fraturas. Do lado de fora, sua mãe e sua namorada esperam ansiosas pelos horários dos boletins médicos.
Seu estado é grave, muito grave.
Isto poderia ser só mais um conto de ficção, mas não é. Infelizmente é verdade, aconteceu com um amigo meu que mora em outra cidade e foi internado aqui, na minha cidade. Resolvi escrever aqui para desabafar e, quem sabe, concientizar alguém que porventura vier a ler. ÁLCOOL E DIREÇÃO NÃO COMBINAM, nem com direção de bicicleta...
Escrito por Aqueta às 07h57
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